quarta-feira, 29 de abril de 2009

Pena Branca & Viola de Nóis



Sobre Pena Branca

Pena Branca e Xavantinho formaram uma das mais importantes duplas caipiras da história. Mesmo após a morte de Xavantinho em 1999, Pena Branca seguiu em frente, e seu primeiro CD solo, Semente Caipira, ganhou o Grammy Latino em 1001 na categoria “Melhor Disco Sertanejo”. Sua Uberlândia natal entrou em festa! Em seguida, o cantor e violeiro lançou o segundo CD sozinho: Pena Branca canta Xavantinho, só com as composições do irmão. Continua se apresentando à frente de sua banda, mas ultimamente tem trabalhado muito com o artista Chico Lobo.

Nascido na zona rural de Uberlândia (MG), em 1939, Pena Branca (José Ramiro Sobrinho) começou a tocar com Xavantinho (Ranulfo Ramiro da Silva) ainda na infância. Em 1950, quando José Ramiro tinha doze anos e Ranulfo nove, o pai morreu, e, junto com seus cinco irmãos, eles se viram obrigados a trabalhar na lavoura. Em 1958 participaram pela primeira vez de um programa da Rádio Educadora de Uberlândia, ainda sem o nome Pena Branca e Xavantinho. Em 1968 mudaram-se para São Paulo, para tentar a vida artística. Passaram então a freqüentar clubes de música caipira, onde conheceram outras duplas, como Tonico e Tinoco e Milionário e José Rico. Seu primeiro compacto, Saudade, foi gravado em 1970, quando eles passaram a adotar definitivamente o nome artístico.



Durante os anos 70 os irmãos se apresentaram em shows, inicialmente ao lado de Tonico e Tinoco, e mais tarde como atração principal. Em 1980 a dupla participou do festival MPB Shell, defendendo a música "Que Terreiro É Esse?", de Xavantinho, acompanhada por 16 violeiros da Orquestra de Guarulhos e percussionistas, e foi classificada para as finais. Em seguida lançou o primeiro LP, Velha Morada, e passou a ser figura constante em programas de televisão e no rádio. O CD Cio da Terra, lançado em 1987, teve a participação de Milton Nascimento, promovendo uma mistura de estilos musicais. Em 1992 gravaram, com Renato Teixeira, o CD Ao Vivo em Tatuí, pela Kuarup, primeiro Disco de Ouro na carreira dos dois.



A dupla ganhou cinco prêmios Sharp ao longo de sua trajetória.

Rastapé - Pela primeira vez em Ibiá



JORGE FILHO
Aos sete anos, fui surpreendido por minha professora, na sala de aula quando cantava. Como castigo, tive que cantar na frente de todos, coisa que para mim foi muito difícil, por ser tímido. Depois do castigo, a professora adorou a idéia, e me fez cantar em todas as salas de aula.Aos 10 anos, por incentivo do meu pai, aprendi algumas músicas para cantar nos forrós, e daí em diante, sempre estive envolvido com a música.Uma coisa eu digo: fazer shows, viajar e cantar eram tudo que gostaria de fazer.Hoje sou feliz porque faço o que gosto, e dou graças a Deus, por ter o dom de compor minhas músicas, principalmente "COLO DE MENINA", que estourou por todo o Brasil, e nos lançou no mercado da música.

TICO
Comecei aos sete anos, tocando zabumba no Nordeste com meu pai. Aos 10, passei para a sanfona; aos 12, finalmente passei a admirar instrumentos de cordas, e a partir daí, passei a tocar guitarra.Por morar em São Paulo, aprendi a gostar de muitos tipos de músicas, porem, nunca deixei de ouvir e apreciar as músicas nordestinas (Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, etc...).Em 1999, já desacreditado da música e cansado do preconceito contra o forró, resolvi trabalhar em um emprego comum, e acabei vendendo minha única guitarra.De repente, em maio de 99, apareceram em minha casa, dois rapazes (Marquinhos e Jair) interessados em formar uma banda de forró raiz. Logo comprei outra guitarra, e estava tocando nas casas de forró de São Paulo

JAIR
Jair dos Santos Antonio, nascido em São Paulo em 18/02/77, iniciou na música em 1998, motivado pela cena do forró universitário.Ganhou seu primeiro instrumento (triangulo) de Marquinhos, pois freqüentavam as casas de forró juntos, onde praticavam primeiramente a dança, e logo após, também tocavam o ritmo.Atualmente se dedica às turnês do terceiro CD, e também ao estudo da música Afro, com o Mestre Dinho.

MARQUINHOS
Apaixonado por música, começou a tocar quando cursava o primeiro ano de Adm de Empresas. Formou um grupo de pagode, e tocava tantã em um barzinho na frente da faculdade, todas as sextas.Quando estava no último ano, conheceu o movimento de forró universitário em São Paulo, junto com seu amigo e vizinho Jair.A identificação foi grande, pois adorava dançar, e a dança é a principal característica do forró, freqüentando todas as semanas casas como KVA e Remelexo.Passados dois anos desde que conheceu o movimento, foi passar o ano novo em Itaúnas (Espírito Santo), onde se tocava forró todos os dias, e a galera de SP, RJ, MG e ES que freqüentavam o movimento se encontravam. Foi lá que pintou a vontade de tocar. Decidiu comprar uma zabumba, e um triângulo para o Jair.Na volta para São Paulo, começaram a procurar um sanfoneiro, e foram apresentados ao Jorginho do Acordeon e seus filhos, Tico e Jorge Filho, formando assim o RASTAPÉ. Largou o seu trabalho na Bolsa de Valores, e se dedicou totalmente à musica.